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Gigantes ajudam fornecedores para garantir fluxo de producao 8.02.2017

Multinacionais precisaram resgatar pequenos fabricantes, com graves problemas financeiros causados pela crise, para impedir que a cadeia produtiva deixasse de funcionar

Gigantes da industria de autopecas estao se preparando para uma retomada gradual do mercado brasileiro. No entanto, o desmonte da cadeia produtiva tem obrigado essas empresas a resgatar seus fornecedores-chave para garantir o fluxo de producao.

A ZF, uma das maiores fabricantes de autopecas do mundo e lider global em transmissoes, teve que fazer parcerias com fornecedores estrategicos no Brasil para assegurar as entregas da companhia.

“A cadeia de autopecas no Pais e composta, em grande parte, por empresas familiares, de pequeno e medio porte, que apresentam problemas financeiros graves”, afirmou ao DCI o diretor de vendas da ZF na America do Sul, Silvio Furtado.

Ele conta que a empresa precisou ate comprar materias-primas para alguns de seus fornecedores-chave a fim de garantir o fluxo de producao da ZF no mercado brasileiro.

“Essa foi uma forma de melhorar o fluxo de caixa dessas empresas e ate impedir que algumas delas quebrassem.”

Atraves de um programa vinculado ao Ministerio da Industria, Comercio Exterior e Servicos (MDIC), a ZF capacita e estimula o desenvolvimento de aproximadamente 25 fornecedores estrategicos dos niveis 2 e 3 da cadeia (componentes e insumos), os chamados tiers 2 e 3. Programa semelhante foi adotado tambem pela Bosch.

“Talvez nem conseguiriamos produzir se nao fosse essa parceria”, comenta o diretor da ZF. Ele lembra que o mercado de veiculos comerciais produzia acima de 200 mil unidades ha pouco mais de dois anos.

“Toda a cadeia se preparou para atender a essa demanda, que acabou sendo reduzida drasticamente”, salienta Furtado.

Base fragilizada

O presidente da FPT Industrial na America Latina, Marco Rangel, conta que e dificil desenvolver uma nova base de fornecedores porque o processo produtivo da empresa e altamente tecnologico, o que requer parceiros consolidados. “Nossos fornecedores dos tiers 2 e 3 sofreram muito. Alguns deles inclusive buscaram apoio do nosso banco.”

Ele explica que a FPT concluiu no ano passado a linha completa de lancamentos dos novos motores para maquinas agricolas e para construcao dentro da nova legislacao de emissoes (MAR-I).

“Nossos investimentos continuaram mesmo com a crise e nao poderiamos deixar de contar com nossa base de fornecedores”, acrescenta.

O executivo garante que o objetivo da FPT e fortalecer ainda mais a base de fornecedores. “Precisamos garantir uma escala global de producao”, pontua.

Porem, Rangel se diz cauteloso em relacao a demanda do mercado, especialmente em veiculos comerciais. Para se ter uma ideia da crise que se instalou no setor de autopecas, no ano passado a empresa utilizou aproximadamente 40% da capacidade instalada de pouco mais de 130 mil motores da planta de Sete Lagoas (MG).

“Atualmente, existe uma ampla frota ociosa de caminhoes. Com a retomada da economia, ainda havera um tempo ate que os clientes voltem as compras”, avalia Rangel.

O diretor da ZF se diz receoso em relacao ao mercado automotivo. “Apesar dos sinais positivos, ainda existe uma sobra muito grande de capacidade na industria”, comenta Furtado.

Apesar de projetar uma demanda maior neste ano em relacao a 2016, o executivo prefere nao cravar o desempenho da ZF. “E dificil quantificar o quanto o mercado vai crescer porque o cenario ainda se mostra bastante instavel”, avalia.

Rangel, da FPT, tambem acredita que o Brasil passa por um momento que inspira cuidados. “Na nossa avaliacao, a confianca melhorou um pouco, mas as medidas tomadas pelo governo federal devem ter resultados concretos somente no medio e longo prazo”, pondera.

Apostas

O executivo da FPT relata que a empresa vai concentrar esforcos na consolidacao de seu novo portfolio de produtos para atravessar o periodo dificil que o mercado de autopecas ainda deve enfrentar no curto prazo.

“Estamos diversificando nosso portfolio com uma linha completa de produtos e tecnologias, inclusive no ambito da legislacao MAR-I”, garante.

Ele acrescenta que o segmento de geradores de energia tambem deve ser um dos focos da empresa para este ano.

“Lancamos novos motores destinados ao mercado de geradores de energia. Queremos aumentar nosso market share neste segmento”, conta.

Furtado, da ZF, se apoia na perspectiva de novos negocios para atacar a rentabilidade. “Nesse momento, nenhuma empresa da industria de autopecas esta conseguindo trabalhar com resultado positivo”, revela o executivo.

Ele garante, porem, que a empresa continuara investindo no Brasil. “Acreditamos que essa crise, apesar de grave, e passageira. Nossa visao e que o mercado brasileiro voltara a crescer, ainda que de forma gradual.”

 

26 de janeiro de 2017 – 16h56

FONTE: http://www.grandesconstrucoes.com.br/br/index.php?option=com_conteudo&task=viewNoticia&id=22010

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